Superidosos: 5 atitudes que fazem diferença para evitar a demência

Chegar à terceira idade com saúde física e mental é um objetivo a ser buscado com dedicação. Os chamados superidosos são exemplos de como é possível manter a lucidez e a disposição mesmo com o avançar dos anos.

Do ponto de vista cognitivo, os superidosos são definidos como pessoas com mais de 80 anos de idade que conservam a mesma capacidade de memória de alguém 20 a 30 anos mais jovem.

Um estudo realizado por médicos da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, avaliou idosos ao longo de duas décadas e meia para identificar os fatores que contribuem para preservar as funções cognitivas após os 80 anos de idade. Um ponto em comum observado foi a importância dos relacionamentos sociais. A pesquisa demonstrou que o contato com outras pessoas pode ter impactos inclusive no tamanho do cérebro, pois a socialização ajuda na proteção contra a perda de volume cerebral que ocorre com a idade e o isolamento.

Além da socialização, outros aspectos podem contribuir para preservar a capacidade cognitiva com o passar dos anos. Saiba quais são eles a seguir.

1- Manter uma rotina de atividades físicas

A prática de exercício físico pode atrasar a evolução dos sintomas de demência, como problemas de raciocínio. Atividades físicas moderadas, algo como três vezes por semana durante 30 minutos, ajudam a proteger o cérebro contra o envelhecimento.

É importante que a atividade escolhida seja segura e, principalmente, agradável à pessoa que vai praticá-la, pois isso vai facilitar a criação do bom hábito.

(Leia também: Exercícios físicos para idosos: benefícios e limites)

2- Controlar a pressão arterial

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e também para o comprometimento cognitivo. A pressão alta pode causar danos progressivos aos vasos sanguíneos, inclusive aqueles que irrigam o cérebro.

Alterações podem favorecer problemas de circulação cerebral e aumentar o risco de demência vascular e outras alterações cognitivas. O controle da pressão arterial por meio de acompanhamento médico, alimentação equilibrada, prática de atividade física e adesão ao tratamento ajuda a prevenir o declínio cognitivo.

3- Seguir uma dieta equilibrada

A alimentação exerce papel importante na saúde cerebral ao longo da vida. O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões, castanhas e cereais integrais.

Esse padrão alimentar favorece o funcionamento do organismo e ajuda a controlar fatores associados ao risco de demência, como hipertensão, colesterol elevado, diabetes e obesidade. Além disso, nutrientes presentes em alimentos naturais participam de processos importantes para o funcionamento cerebral e para a manutenção das conexões neurais.

4- Ter estímulos cognitivos constantes

Manter o cérebro ativo é uma das estratégias associadas à preservação das funções cognitivas em idosos. Atividades como leitura, escrita, jogos de raciocínio, aprendizado de novas habilidades, música e exercícios de memória ajudam a estimular diferentes áreas cerebrais.

A estimulação intelectual contínua favorece a reserva cognitiva, mecanismo associado à maior resistência do cérebro aos efeitos do envelhecimento. Atividades cognitivamente estimulantes ajudam na manutenção da atenção, memória, linguagem e capacidade de resolução de problemas.

5- Dormir bem todas as noites

Dormir bem é importante para diferentes funções do organismo, incluindo memória e funcionamento cerebral. Distúrbios do sono podem impactar processos relacionados à consolidação da memória, atenção e desempenho cognitivo.

Noites mal dormidas de forma frequente podem aumentar fadiga, dificuldade de concentração e alterações cognitivas. Por isso, manter uma rotina de sono adequada, ambiente favorável ao descanso e acompanhamento médico quando necessário contribui para a preservação das funções cognitivas ao longo da vida.

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Quem deseja envelhecer com saúde e fazer parte do grupo de superidosos deve ter disciplina para manter bons hábitos.

As dicas apresentadas acima podem se somar a outras práticas positivas no dia a dia. Aqui mesmo no blog do Laboratório Cella temos dezenas de conteúdos relacionados à saúde e à prevenção de doenças. Confira!

 

Fontes: Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde