7 mitos e verdades que ajudam a entender as doenças hepáticas
As doenças hepáticas estão entre os principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. Condições como as hepatites virais podem evoluir de forma silenciosa por anos, o que dificulta o diagnóstico precoce.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a hepatite viral é a segunda principal causa infecciosa de morte no mundo, empatada com a tuberculose.
Mesmo com a importância do fígado para o organismo, ainda existem muitas informações equivocadas sobre suas doenças. Confira os 7 grandes mitos e verdades que ajudam a esclarecer o assunto.
1- Doenças hepáticas sempre apresentam sintomas: MITO
Muitas doenças do fígado evoluem sem sintomas nas fases iniciais. O Ministério da Saúde destaca que as hepatites virais são frequentemente silenciosas, podendo permanecer sem sinais por longos períodos.
Esse comportamento aumenta o risco de diagnóstico tardio e de evolução para formas mais graves.
2- Apenas quem consome álcool pode ter doença hepática: MITO
O consumo excessivo de álcool é uma causa importante de doenças hepáticas, mas não é a única. Infecções virais, como hepatites A, B e C, uso de medicamentos, doenças autoimunes e alterações metabólicas também podem afetar o fígado.
Isso significa que as pessoas que não consomem álcool também podem desenvolver problemas hepáticos.
3- Doenças hepáticas podem evoluir para complicações graves: VERDADE
Quando não diagnosticadas ou tratadas, doenças do fígado podem evoluir para quadros mais complexos. O Ministério da Saúde aponta que infecções crônicas podem levar à cirrose e ao câncer de fígado.
A Sociedade Brasileira de Hepatologia também destaca que danos hepáticos podem se desenvolver ao longo de anos, muitas vezes de forma progressiva.
4- Se não há dor, o fígado está saudável: MITO
A ausência de dor não indica necessariamente que o fígado está funcionando bem. Como muitas doenças hepáticas são silenciosas, o paciente pode não sentir desconforto mesmo com alterações importantes no órgão. Por isso, exames laboratoriais têm papel relevante na detecção precoce.
5- A prevenção é possível: VERDADE
Diversas doenças hepáticas podem ser prevenidas com medidas de saúde pública e cuidados individuais.
O Ministério da Saúde destaca ações como vacinação contra hepatites A e B, uso de preservativos, controle do consumo de álcool e cuidados com higiene e alimentação. A prevenção também inclui a realização de exames e o acompanhamento médico regular.
6- Hepatite é sempre uma doença grave: MITO
Nem todos os casos de hepatite evoluem para quadros graves. Algumas formas podem ser leves e até se resolver espontaneamente. No entanto, outras podem se tornar crônicas e levar a complicações, como cirrose e câncer hepático.
A evolução depende do tipo de hepatite e das condições de cada paciente.
7- Exames laboratoriais ajudam a identificar doenças hepáticas: VERDADE
A avaliação da saúde do fígado inclui exames de sangue que analisam enzimas hepáticas e outros marcadores.
Esses exames ajudam a identificar alterações mesmo antes do aparecimento de sintomas, contribuindo para o diagnóstico precoce e o acompanhamento clínico. A detecção antecipada é essencial para reduzir o risco de complicações.
Previna-se contra doenças hepáticas e outras patologias
As doenças hepáticas envolvem diferentes causas, formas de evolução e níveis de gravidade. A análise baseada em evidências mostra que muitos conceitos antigos, como a associação exclusiva com o álcool ou a presença obrigatória de sintomas, não refletem a realidade clínica atual.
Com informação qualificada, prevenção e acompanhamento médico, é possível identificar alterações precocemente e reduzir o impacto dessas doenças na saúde. O cuidado com o fígado deve fazer parte da rotina de saúde, especialmente por se tratar de um órgão essencial e frequentemente silencioso em suas manifestações.
Para aprender mais sobre prevenção de doenças, confira outros conteúdos do blog do Laboratório Cella.
Fontes: Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Hepatologia
