Ovo faz mal para a saúde? 7 mitos e verdades para resolver a polêmica
Afinal, o ovo faz mal para a saúde ou não? Um dos alimentos mais consumidos no Brasil e no mundo, o ovo ainda gera dúvidas frequentes. Durante décadas, o consumo foi associado ao aumento do colesterol e ao risco cardiovascular. Nos últimos anos, porém, estudos e diretrizes de saúde revisaram esse entendimento.
O Ministério da Saúde, por meio do Guia Alimentar para a População Brasileira, classifica o ovo como um alimento in natura e destaca seu papel em uma alimentação equilibrada. Ainda assim, existem muitas lendas em torno desse alimento tão conhecido.
A seguir, veja 7 mitos e verdades que ajudam a entender melhor o papel do ovo na saúde.
1- Ovo pode fazer parte de uma alimentação saudável: VERDADE
O ovo é considerado um alimento completo do ponto de vista nutricional. Ele fornece proteínas de alto valor biológico, além de vitaminas e minerais importantes. O Ministério da Saúde recomenda o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, categoria na qual o ovo se enquadra.
2- Comer ovo todos os dias faz mal: MITO
Não existe uma recomendação universal que proíba o consumo diário de ovos para pessoas saudáveis. Segundo a American Heart Association, indivíduos saudáveis podem incluir ovos em um padrão alimentar equilibrado, desde que haja controle de outros fatores de risco cardiovascular. A quantidade ideal deve considerar o contexto individual e orientação profissional.
(Leia também: Como ter uma alimentação saudável para o bem do seu corpo)
3- O ovo é fonte de proteína de qualidade: VERDADE
O ovo contém todos os aminoácidos essenciais, o que o torna uma proteína de alto valor biológico. Esse tipo de proteína contribui para manutenção da massa muscular e para diversas funções do organismo. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece o ovo como uma referência em qualidade proteica.
4- A gema deve ser evitada: MITO
Grande parte dos nutrientes do ovo está concentrada na gema. Ela contém vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), além de colina, nutriente importante para o funcionamento do sistema nervoso. Eliminar a gema significa reduzir significativamente o valor nutricional do alimento.
5- O ovo pode ajudar na saciedade: VERDADE
Alimentos ricos em proteína tendem a aumentar a sensação de saciedade. O consumo de ovos pode contribuir para maior controle do apetite ao longo do dia, o que pode ser relevante em estratégias alimentares orientadas por profissionais de saúde.
6- Pessoas com colesterol alto nunca podem comer ovo: MITO
A recomendação para pessoas com colesterol elevado deve ser individualizada. Diretrizes atuais indicam que o consumo de ovos pode ser incluído com moderação, dentro de uma alimentação equilibrada e sob orientação profissional. A Sociedade Brasileira de Cardiologia reforça que o padrão alimentar global é mais relevante do que um único alimento isolado.
7- O modo de preparo faz diferença: VERDADE
A forma de preparo influencia o impacto do ovo na saúde. Preparações com excesso de gordura, como frituras, podem aumentar o valor calórico da refeição. Já métodos como cozimento ou preparo em água tendem a preservar melhor o perfil nutricional. O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda priorizar preparações com menor adição de gorduras e evitar ultraprocessados.
Mantenha uma dieta equilibrada e saudável
A mudança de entendimento sobre o consumo de ovos acompanha a evolução das pesquisas em nutrição. Hoje, diretrizes nacionais e internacionais indicam que o alimento pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, desde que inserido em um padrão alimentar saudável, com variedade de nutrientes e controle de fatores de risco.
Ovo faz mal? Não. O alimento deixou de ser visto como vilão e passou a ser reconhecido como nutritivo, acessível e versátil. Para a maioria das pessoas, o consumo de ovos não representa risco quando inserido em uma alimentação equilibrada.
Para aprender mais sobre bons hábitos alimentares, confira outros conteúdos do blog do Laboratório Cella.
Fontes: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a Associação Americana do Coração (AHA)
