O dia 17 de janeiro de 2021 ficará marcado como a data de início da vacinação contra covid-19 no Brasil. O país começou o processo com certo atraso, mas existe a expectativa de que o ritmo possa ser forte à medida que se tenham mais doses disponíveis.

Antes do final de janeiro, o Brasil soma aproximadamente 1 milhão de pessoas vacinadas. Em um país com 210 milhões de habitantes, sabemos que o número ainda é inexpressivo. A vacina contra covid tem como grande objetivo, durante os primeiros meses de 2021, imunizar grupos mais expostos, tais como os profissionais da linha de frente do combate à pandemia e os mais idosos.

CoronaVac e Oxford-AstraZeneca, as duas vacinas disponíveis

O início do ano foi marcado pela expectativa a respeito da eficácia das duas vacinas disponíveis no Brasil. A CoronaVac é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo, e a vacina da AstraZeneca é desenvolvida pela Universidade de Oxford e produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As duas vacinas foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas tiveram poucos milhões de doses disponibilizadas ao Brasil. O maior volume de doses, que chegará às dezenas de milhões, será possível a partir da produção em larga escala em território nacional. Isso deverá começar entre fevereiro e março, à medida que cheguem da China os insumos necessários para que as duas vacinas sejam fabricadas.

Existem negociações por parte de alguns estados para a aquisição de outras vacinas, tais como a russa Sputnik V e a americana Pfizer. Porém, não é provável que se consiga uma compra em tão larga escala.

O Plano Nacional de Imunização

O Ministério da Saúde estabeleceu um Plano Nacional de Imunização contra a covid-19 para organizar a desafiadora logística. Veja a seguir quais são os grupos a serem vacinados em cada uma das cinco fases.

  • Primeira fase: trabalhadores da saúde, pessoas com mais de 75 anos, indivíduos acima dos 60 anos que vivem em instituições de longa permanência (asilos e hospitais psiquiátricos), população indígena e comunidades tradicionais ribeirinhas.
  • Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos.
  • Terceira fase: pessoas com comorbidades que representam risco para agravamento da covid-19 (como portadores de problemas cardiovasculares, pulmonares e renais).
  • Quarta fase (Prioritário): professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional, quilombolas, pessoas em situação de rua, pessoas com deficiência e população privada de liberdade.
  • Não prioritário: menores de 60 anos que não estão em situação de vulnerabilidade e sem comorbidades.

Na primeira fase, a meta é vacinar 14,8 milhões de pessoas. Já na segunda fase, serão imunizadas 22,1 milhões de pessoas. O ritmo de vacinação vai depender diretamente da disponibilidade das doses, mas o Brasil tem ampla experiência em planos de imunização e pode vacinar mais de 1 milhão de pessoas por dia.

Prevenção segue como o melhor remédio

Embora o Brasil tenha começado a vacinação, será preciso esperar vários meses até que toda a população esteja imunizada e o vírus deixe de circular. O momento é de esperança pela chegada das vacinas contra covid, mas isso não deve se traduzir em relaxamento.

As autoridades responsáveis mantêm a orientação clara para que as pessoas respeitem o distanciamento social na medida do possível. A máscara ainda é uma aliada poderosa, sobretudo porque uma variante mais contagiosa do coronavírus passou a circular no Brasil.

Mantenha os cuidados preventivos e cuide bem da sua saúde para não adoecer por outras questões. Aqui em nosso blog, temos muitas dicas de saúde para você! Confira!

 

Fonte: Ministério da Saúde