O que é transtorno do espectro autista: entenda o conceito

Você sabe o que é transtorno do espectro autista? Conhecido também pela sigla TEA, o transtorno é caracterizado por um grupo de condições que levam a algum grau de alteração do comportamento social, comunicação e linguagem, e por um repertório restrito e repetitivo de interesses e atividades.

O autismo é um tema de grande relevância do ponto de vista da saúde pública e também do estigma social em torno dele. O transtorno do espectro autista dá seus primeiros sinais ainda na infância e costuma persistir na adolescência e na idade adulta.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada 160 crianças possui algum tipo de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Estudos epidemiológicos realizados nos últimos 50 anos mostram um avanço do TEA no mundo, algo que tem relação com uma maior conscientização, expansão de critérios diagnósticos, melhores ferramentas de diagnóstico e melhor comunicação.

O que é transtorno do espectro autista: quais são as suas características?

Pessoas afetadas pelo TEA podem apresentar condições como epilepsia, depressão, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. O nível intelectual varia muito de um caso para outro, em algumas pessoas o impacto é muito sutil, enquanto outras têm uma significativa deterioração em suas habilidades cognitivas.

Embora algumas pessoas com TEA possam viver de forma independente, muitos casos demandam atenção e apoio permanente.

O que é transtorno do espectro autista: avaliação e comportamento clínico

Existem muitos fatores que podem influenciar a ocorrência de transtornos do espectro autista. Entre eles, estão aspectos genéticos e ambientais.

Para avaliar o tipo de TEA e a sua profundidade, é muito importante que se faça um monitoramento do desenvolvimento das crianças. Uma vez que um caso de TEA é identificado, a criança e sua família devem ser orientadas e assistidas, de acordo com as necessidades do caso em questão.

Vale destacar que o transtorno do espectro autista não tem cura, mas há terapias e programas de treinamento para pais e outros cuidadores que ajudam significativamente a criança a se desenvolver. O objetivo do acompanhamento é reduzir as dificuldades de comunicação e ter um impacto positivo na qualidade de vida e bem-estar da pessoa.

As pessoas com TEA têm necessidades de saúde complexas e a abordagem deve ser ampla, com profissionais de reabilitação da saúde e a colaboração de campos como o educacional e o social. Esse trabalho conjunto deve ser acompanhado de medidas que tornem seus ambientes físicos e sociais mais inclusivos e acolhedores.

A luta por direitos do autista é um dever contínuo

As pessoas com algum tipo de transtorno do espectro autista são, em muitos casos, estigmatizadas e discriminadas socialmente. Isso leva a uma limitação de oportunidades e uma carga emocional complexa.

É muito importante que a sociedade dê visibilidade ao tema para que mais pessoas se conscientizem a respeito do autismo. Isso não deve se limitar ao dia 2 de abril, data em que, desde 2007, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo.

 

Fonte: Associação de Amigos do Autista